terça-feira, 23 de agosto de 2011

Como promover um produto ou minha empresa?

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Existe uma questão que costuma azucrinar muitos empresários e essa, é como se deve anunciar seu produto ou empresa. Alguns costumam ir até mais além: “Será que devo fazer algo para me apresentar melhor para meus potenciais consumidores ou se chegamos até aqui, por que mudar agora?”. 
 
Ambas as indagações são bem comuns, porém o nível de complexidade é bem diferente de uma para outra. No segundo caso, pode-se dizer que sim, que é sempre importante ter essa preocupação contínua em melhorar a forma como a empresa se apresenta ao mercado. 
 
A lógica por traz desta idéia é relativamente simples, pois se foi possível chegar a um patamar confortável sem se considerar este quesito adequadamente, os benefícios advinda de uma estratégia realmente efetiva e estruturada seriam ainda maiores, pois seria reforçado aquilo que já estava bom. Porém, isto nos leva de volta ao primeiro ponto, já que é tão importante, como se deve promover um produto ou minha empresa?
 
Nesse período atuando como consultor, tenho observado uma quantidade razoável de empresas e aprendi que só existe uma forma segura de responder a esta questão: tudo depende! Sim, porque há uma série de fatores que devem ser considerados seriamente como os objetivos da empresa, o público que ela atende, a mensagem que se quer passar etc. 
 
E outro complicador é que nós estamos em um ambiente altamente dinâmico, em que os concorrentes tendem a copiar ou fazer retaliações de nossas campanhas bem-sucedidas e que nossos clientes anseiam pelo novo, pela inovação, ou seja, não é seguro nem manter o “time que está ganhando” quando se trata da comunicação da empresa. 
 
Todavia, antes que se pense que esta é uma tarefa quase impossível de ser feita, há duas recomendações que podem ajudar de forma eficaz o gestor: planejar e medir. Planejar uma estratégia para atuação no mercado ajuda a dar foco para a empresa, evitando que a mesma perca tempo e dinheiro com ações que não vão ajudar no alcance de seus objetivos. 
 
Além disso, o planejamento ajuda os gestores a pensar criticamente nas alternativas que eles têm disponíveis, o que aumenta as chances de escolha de um caminho que traga mais frutos.
 
Já a medição possibilita conhecer os reais resultados de uma campanha e a ponderar seus acertos com seus erros, o que ajuda o gestor a transformar o processo de planejamento em experiência adquirida, pois ele passa a conhecer os resultados e desdobramentos de suas decisões. 
 
Vale ressaltar que a medição pode ser realizada de várias maneiras, como acompanhamento de indicadores internos (vendas incrementais/ impulso promocional, taxa de retenção), sondagem de clientes e potenciais clientes (satisfação, disposição para recomendar, consciência da marca), pesquisas de retorno de mídia (freqüência média de exposição, alcance efetivo) ou ainda acompanhamento da dinâmica da estrutura do segmento (market share, penetração de mercado).
 
Desta forma, pode-se dizer que é importante que o empresário ou profissional da área comece a questionar o que cada ação de divulgação pode trazer ou realmente trouxe de benefícios para o faturamento, imagem ou posicionamento da empresa perante seus concorrentes e o mercado, porque só assim pode-se ter uma idéia do que é realmente melhor para o negócio.

VOCÊ ACREDITA EM LIDERANÇA?


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Todas as pessoas gostem ou não do termo, têm uma imagem internalizada sobre o que
é liderança. Esta serve de referencia para as exigências sobre si mesmo em relação aos seus
pares, as suas expectativas frente aos seus subordinados e seus chefes no trabalho, e reflete a
sua opinião sobre aquelas autoridades que dirigem os destinos das organizações, da nação e
do mundo.

Esta imagem forma o julgamento de cada pessoa de "porque as coisas são como são" e
"o que precisaria ser feito para mudar". Todos têm uma imagem de líder: próxima ou distante,
positiva ou negativa, explícita ou não. Reconhecê-la é um passo de vital importância para o
seu desenvolvimento pessoal.

O que você acha, por exemplo, de trabalhar num restaurante que tenha assumido como
sua missão "Dar ao cliente a oportunidade de ter prazer em se alimentar" ao invés de
simplesmente afirmar: "Nossa missão é alimentar e satisfazer o cliente". Ou como no filme: O
Gladiador, às vésperas de uma luta decisiva, os soldados sendo incentivados pelo seu general
a "visualizarem" onde estarão após a batalha, pois ele já se via andando em sua propriedade
pelos campos de trigo, colhendo-o. 

Com isso ele conseguiu dar significado àquele esforço do
batalhão, todos sabiam que iriam se ferir ou até morrer, mas á vitória era um objetivo maior, a
batalha se transformou em um obstáculo a ser superado, pois a vitória já era certa em seus
corações.

Quando um líder diz ao seu liderado exatamente o que e como fazer, ele se torna único
responsável pelos resultados da tarefa. Se der errado não há nenhum problema, pois a culpa
será apenas do chefe. Foi ele quem mandou fazer desse ou daquele jeito. Por outro lado
quando o líder permite ao liderado definir a própria estratégia de trabalho e passa a se
concentrar no resultado final ele inverte a situação.

Depois de pensar, o liderado vai escolher uma alternativa de ação. Como ele mesmo
foi o autor e mentor da idéia, ele ficará automaticamente comprometido com o sucesso da
mesma.

Tudo começa pela autoliderança, ou seja, liderar a si próprio. Liderar sua mudança,
sua adaptação constante ao que é necessário, ao que você quer atingir e ao que os seguidores
necessitam para alcançar a meta almejada.

A principal característica que dá suporte à liderança é a confiança. A confiança
representa uma condição, sem a qual, a liderança não floresce. Ou seja, só é líder quem
inspira confiança. Esta condição não garante a liderança, mas garante a base onde ela pode ser
construída.

Sem confiança não existe nenhum tipo de liderança, principalmente a autoliderança,
pois, se você não acredita em si mesmo como poderá confiar nas decisões que toma para si
próprio?

Outro aspecto importante de observarmos é a natureza do comportamento humano.
Seria ideal que pudéssemos acreditar inocentemente numa teoria humanista de
liderança levando-se em conta que todas as pessoas são basicamente boas, apresentando
sempre comportamentos louváveis e nobres. No entanto, como nos alertou Maquiavel em "O
Príncipe", não podemos nos iludir, devemos focar apenas a realidade, enfrentando assim a
verdade efetiva das coisas.

Seria perfeito se as pessoas tivessem apenas virtudes como: humildade, coragem,
honestidade, benevolência, bom humor, entusiasmo, determinação, compreensão, entre outras
boas qualidades. Mas no mundo real o que encontramos em graus variados nas pessoas
comumente são avareza, crueldade, covardia, falsidade, inveja, egoísmo, orgulho, indiferença
e muitos outros desvios de personalidade.

E como expressou brilhantemente Nelson Rodrigues "O ser humano é cego para os
próprios defeitos. Jamais um vilão do cinema proclamou-se vilão. Nem um idiota se diz
idiota. Os defeitos existem dentro de nós, ativos e militantes, mas inconfessos. Nunca vi um
sujeito vir à boca de cena e anunciar, de testa erguida: ‘Senhoras e senhores, eu sou um
canalha‘".

Então como liderar se não há confiança entre as pessoas?
Infelizmente ainda estamos formando lideres para uma realidade que já não existe
mais. Para o passado, em vez de formar para o futuro.

Liderança não se refere àquelas pessoas eleitas ou abençoadas para dirigir nossos
destinos, nem tampouco se limita a uma caixa de ferramentas raras ou habilidades individuais
secretas. Liderança é um valor e um ideal para realizar a transformação que queremos.
Desenvolver a liderança é o nosso desafio neste novo milênio.

Verdadeiros líderes são cada vez mais raros de se encontrar, encontramos ótimos
gerentes e administradores, mas poucos líderes. A palavra gerenciar tem uma história bem
curiosa, ela deriva da palavra italiana "maneggio" que significa treinar um cavalo. Tire suas
próprias conclusões.

Na minha opinião pode-se treinar animais de circo para realizar alguns truques de
entretenimento, mas um ser humano, não se treina se desenvolve.

Segundo Joseph O Connor em seu o livro "Liderando" ser um líder em primeiro lugar
significa desenvolver-se a si mesmo. À medida que se torna um líder, você encontra recursos
em si mesmo que não sabia que tinha. Você se torna mais você, porque a maior influência de
um líder vem de quem ele é, do que ele faz e do exemplo que ele dá.

Em segundo lugar, o líder inspira outros para juntar-se a ele em sua jornada, então
liderança envolve habilidades de comunicar e influenciar.

Em terceiro lugar, um líder precisa olhar para frente, bem como prestar atenção onde
ele esteve e onde ele está agora. 

O líder enxerga além da situação imediata. Ele vê o contexto
da jornada inteira. Isso significa que ele precisa compreender o cenário do qual faz parte, ver
além do óbvio, sentir como os eventos se conectam a padrões mais profundos, enquanto
outros apenas vêem acontecimentos isolados.

Liderança é uma combinação de quem você é, habilidades e talentos que você tem e a
sua compreensão da situação ou do contexto em que você está. Embora esses elementos sejam
universais, você os juntará de uma maneira única.

Sinto em lhe dizer, mas não existe receita de bolo para liderança.
Apesar de existir uma lista com dezenas de habilidades necessárias para a liderança,
até poderia citá-las em ordem alfabética ou por ordem de importância e facilmente aumentar o
numero de paginas deste artigo, mas assim eu estaria sendo egoísta, pois impediria que você
mesmo pesquisasse por conta própria cada uma delas.

Sozinhas estas características não significam nada, é a sinergia entre elas que faz a
diferença. Como num passo de mágica misturando amarelo e azul, obtemos o verde.
Peter Drucker causou uma ruptura na década de 90 em relação a esta Teoria dos
traços. 

Segundo esta teoria, o líder é aquele que possui alguns traços específicos de
personalidade que o distinguem das demais pessoas. Assim, o líder apresenta características
marcantes de personalidade através dos quais pode influenciar o comportamento das demais
pessoas. 

A teoria dos traços parte do pressuposto de que certos indivíduos possuem uma
combinação especial de traços de personalidade que podem ser definidos e utilizados para
identificar futuros líderes potenciais.

No prefácio do livro "O Líder do Futuro" Druker diz que líderes natos podem existir,
mas, com certeza, poucos dependerão deles. A liderança deve e pode ser aprendida. Esta
constatação motivou uma série de estudos por parte de professores e consultores. Para o autor,
o que define o líder é o atendimento a quatro condições básicas de liderança, apresentadas
pelos líderes por ele estudados:

Líder é alguém que possui seguidores. Algumas pessoas são pensadoras, outros
profetas. Os dois papéis são importantes e muito necessários, mas, sem seguidores, não
podem existir líderes;

Um líder eficaz não é alguém amado e admirado. É alguém cujos seguidores fazem as
coisas certas. Popularidade não é liderança, resultados, sim; Os líderes são bastante visíveis,
portanto, servem de exemplo; Liderança não quer dizer posição, privilégios, títulos ou
dinheiro. Significa responsabilidade. A personalidade de liderança, estilo de liderança e traços
de liderança não existem. Segundo Druker a polêmica sobre características e traços é pura
perda de tempo.

Muitas vezes perdemos tempo em adquirir ou aprender características "x", "y", "z"
sendo que na maioria das vezes esquecemos-nos de desenvolver ou aplicar aquelas que já
possuímos e com isso nunca aceitamos estarmos preparados para liderança.
Não existe formatura em liderança, este é um aprendizado que dura à vida toda.